Mostrando postagens com marcador Ano Novo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ano Novo. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de janeiro de 2015

Ano Novo 2015 - 1 ano 9 meses

2015

No fim do ano de 2013 eu tive pela primeira vez a estranhíssima sensação de não-frustração e de não necessidade de fazer a promessa de "ano que vem começarei a dieta milagrosa". Isso porque eu estava em uma disciplina inexplicável, inacreditável, invejável, maravilhosa e sem precedentes. 
Isso tudo acabou logo depois que eu completei um ano de cirurgia, em 20/03/2014. Voltei a tomar a minha cervejinha que, mesmo antes da cirurgia (ou seja, sem sermões pré-formatados), é meu calcanhar de Aquiles. Tudo isso rapidamente se agravou pois veio a tona a minha compulsão. Sou extremamente compulsiva. E nunca tendo vomitado, conseguindo comer quantidades normais ou mais que pessoas não operadas, enfim... Imagina o estrago, né? 
Chegou a Copa do mundo no Brasil e eu tive a brilhante ideia (desculpa esfarrapada) de liberar geral nesse período e depois dela, retornar à disciplina de antes para voltar ao peso. Mas eu não consegui voltar à disciplina de antes. Não recuperei o peso de anterior até hoje.
Por recomendação da minha terapeuta anterior, estou passando por uma outra psicóloga especialista em transtornos alimentares e por recomendação desta e em conjunto com um psiquiatra especialista em compulsão alimentar. Graças a isso, percebo o quão difícil é minha relação com a comida. O quanto eu resisto, o quanto eu luto contra a ação da medicação. O quanto eu não conheço outra forma de viver se não for comendo, comendo, comendo... e assim faço de tudo para permanecer.
Nesse fim de ano, acabei não fazendo nenhuma resolução específica também. O que, no fundo, no fundo, passa um sopro (que chega quase ser um pensamento) de culpa por isso. Eu talvez devesse fazer uma resolução para voltar à disciplina. Pelo menos tentar voltar à ela gradativamente agora que o Dr passou uma medicação que está me ajudando bem mais. Fazer, de fato, os exercícios da terapia. E me esforçar para controlar essa doença e vencer a obesidade da cabeça.
Hoje é dia 04/01 e amanhã é a primeira segunda-feira do ano. Para seguir esse clássico do dia internacional da dieta (rs), que nesse caso vai ser uma volta à reeducação alimentar, sem contagem de calorias.. Talvez fosse uma boa forma de começar. Acabei de ter essa ideia, ao escrever aqui.
Aliás, um dos exercícios da terapia, seria procurar outros prazeres e por que não, voltar a escrever aqui no blog. Externalizar um pouco das coisas que estão acontecendo.
Eu só espero (exijo, na verdade) que aqui não haja nenhum tipo de julgamento. Aqui é um espaço de pessoas que tenham os mesmos tipos de problema ou, no mínimo, pessoas que respeitem. Tô de saco cheio (desculpem, mas é essa a expressão) de me colocar em grupos e ser censurada (literalmente) por pessoas que querem viver de aparência como se tudo fossem só flores.

Bom, deixa eu pensar em uma meta alimentar possível para essa semana..
Não beber cerveja até sexta. No máximo vinho. Ou seja, vou poder beber cerveja só a partir de sexta. Até lá, no máximo vinho. E olha que minha geladeira está lotada, hein?
=)

Beijos e que 2015 seja melhor que 2014!


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feliz 2012 e o Ritual das roupas que não cabem mais

Oi meninas! Parece que faz séculos que não venho aqui e não visito os blogs de vocês. Talvez tenha um pouco menos tempo que isso. É que nessa época de festas, o trânsito está melhor e tenho buscado meu queridão no trabalho. Assim acabamos fazendo outras coisas e fico menos tempo a sós com vocês, rs.

Feliz 2012 pra gente! No final de 2011 conheci O Fantástico Mundo de Blog e descobri que é ter uma companhia muito importante. Lembro de vocês em situações diversas, fico preocupada e tenho vontade de compartilhar o que acontece comigo. Espero que nesse ano possamos juntas alcançar nossos sonhos.

Nem foi uma faxina de Ano Novo, mas ontem me dei conta que tinha muita roupa nos cabides do guarda roupa. Decidi tentar esvaziá-lo um pouco para que as roupas não amassassem por conta do aperto. A tarefa que eu achei que seria difícil, foi fácil demais, infelizmente. Era fácil descartar cabide por cabide com o critério de roupas que já não me cabem mais. Mesmo roupas já (bem) especiais e novinhas. Fiz essa limpeza quando mudei para esse apto há um ano e meio atrás. Tentei fazer tudo o mais rápido possível e em estado de letargia para que eu não sentisse. Fui colocando tudo dentro de 2 grandes sacos plásticos. Queria levar para o porta malas na mesma hora. Ele não quis, achou que seria melhor levarmos juntos no outro dia. Aquele negócio ali na minha vista me incomodou demais. Logo saí e fui fazer outra coisa para me distrair. Essas (e tantas, e tantas) outras roupas que não me servem mais eu junto tudo no saco e deixo em um grande salão de tralhas na casa da minha mãe. É um ritual de um luto que eu resisto em não fazer. Tento ajudar os outros no que posso, mas essas roupas, não consigo doar. Existe um fio de esperança (ou fantasia) em mim que me alimenta: a expectativa de um dia poder reabrir esses sacos pouco a pouco e de novo vestir essas roupas perdidas. E depois de vesti-las uma vez, aí posso doar. É um desejo muito forte em mim. Mas infelizmente, até hoje nunca mais as vi.
Depois de uma hora, achei que estava mais forte e mandei um torpedo para minha mãe avisando que teria mais roupas para levar lá e, mais uma vez, como em anos: pedi que ela não jogasse fora. Nunca fui checar se ela não joga mesmo. Deve ser muita coisa, depois de tantos anos perdendo roupas continuamente. Quando escrevi isso a ela, não aguentei mais me despistar e cai em um choro profundamente triste e dolorido.

Não podia deixar de registrar isso aqui. Espero um dia ter outra versão dessa história e ter vocês aqui para compartilhá-la.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...