quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dieta Líquida - Estratégias

A minha dieta líquida tinha a seguinte programação:

20ml de líquido de 5 em 5 minutos.

Como perguntou uma menina da internet: "assim eu não vou fazer mais nada da vida!". É, não vai mesmo. DICA 1: A primeira recomendação é ter pessoas maravilhosas, dispostas e carinhosas como minha família. Eles ajudam muito (tudo). Porque às vezes a gente não quer tomar, vai distrair a cabeça na internet e esquece.. está com dores para levantar e ficar esquentando, enfim..

DICA 2: O meu segundo aliado foi um timer. Você já deve ter visto nessas lojas de artigo para casa uns bichinhos em forma de galinha, vaca, enfim... vc gira, tipo, a cabeça dando corda e coloca em um determinado tempo, no caso, os 5 minutos. E quando acaba, ele apita; hora de tomar o líquido.
Meu marido achou apenas dois formatos de timer: um hamburger ou uma bola de futebol. Por motivos obvios, é a bolinha que me acompanha dia e noite. Quando tocava, já aparecia um copinho para eu tomar.
No começo estranhamos pois ela apitava muito alto e assustávamos, muito engraçado. Mas na sequência descobrimos que era só dar menos corda. Sem ela, tínhamos que ficar neuróticos no relógio pois 5 minutos passa muito rápido. Segue foto da minha companheira para que eu nunca me esqueça dela:

DICA 3: Meu cirurgião, o Dr Renato Massaro Ito do Instituto Garrido, recomendou o uso de proteína para amenizar a queda de cabelo e a perda de massa muscular muito drástica. Comecei a tomar no 4º dia. Ele deu 4 opções e eu pesquisei muito com minhas colegas da internet pois a fama dessas proteínas é péssima, de um gosto horrível. Meu alvo era aquela que descesse melhor, por isso pensei na líquida, mas a fama dessa é ainda pior, dizem que é horrível. E eu teria que tomar 450ml por dia. É demais, seria torturante.
Comprei Whey Protein Isolada Hidrolisada sem açucar sabor baunilha. Eu sei que baunilha é um sabor, muito blé.. mas eu confiei na dica da Lu Spindola. Pedi para meu marido experimentar dissolvendo na água e na água de coco e me desse só a que fosse melhor para não traumatizar. Gente, quem tem que tomar essa proteína, eu recomendo essa receita. Ficou muito bom, quase gostoso. Eu gosto bem geladinho, quente é meio tenso.
DICA 4: Essa proteína fica é meio melada (grudentinha). Então quando eu tomo, eu dou uma mastigadinha nela. Como os dentes grudam, não dá uma impressão de completa idiotice. É bom e vc engana o cérebro. Aquela vontade maluca de mastigar, eu não tive graças a essa tática com a proteína e o iogurte.

DICA 5: Andar. Como já contei aqui, assim que voltei do centro cirúrgico já me colocaram para andar. E segundo o médico, mesmo com a meia, as injeções de Clexane, o meio mais eficaz de evitar a embolia pulmonar (trombose) é andando. Então eu tinha que dar no mínimo 4 voltas na ala do hospital a cada 40 minutos. É lógico que eu preferia poder ficar o dia inteiro encolhidinha na cama, mas não podia de jeito nenhum e com os gases, às vezes eu ficava mesmo melhor andando que sentada. Como na videolaparoscopia os médicos inflam nosso abdome com gases para ter espaço, depois nosso maior incômodo são eles. Dr Renato me informou que o risco de embolia dura de 15 a 20 dias. Claro que em casa o ritmo diminuiu, mas eu caminhava pelo menos 30 minutos por dia pro final e de 2 a 3 vezes no dia no início. Meu pai super fofo colocava o tênis em mim, pegava minhas garrafinhas e andávamos. Às vezes menos quando a dor era muita (a bendita fisgada no lado esquerdo). Vejam que lindo:

Atenção para a bolinha aparecendo na foto acima. Sempre conosco. 
Com o passar dos dias fomos aprimorando essa técnica e quando saíamos para andar ele colocava minhas garrafinhas (de vitamina e água) em uma bolsa térmica e andava ao meu lado me dando o copinho de 5 em 5 minutos. DICA 6: Como eu gosto de tudo muito geladinho, ele comprou saquinhos de chup chup (geladinho), e colocava com água congelada dentro da bolsa térmica. Tudo fica muito geladinho, além de ser um carinho. Merece foto:



Meu cardápio:
Gatorade: antes de operar, acho que eu preferia o de limão, e foi esse sabor que deram no hospital, mas eu enjoei e nem quero ver na frente. O de uva, tomei pouco pq achava muito doce (?). Foquei mesmo foi no de maracujá (DICA 7). Foi o sabor que mais tomei, mas não foi o líquido que preferia.

Água de coco: sempre gostei. Todo dia eu tomava um golinho para beber meu omeprazol diário de todas as manhãs (já que não consigo tomar comprimido com água - e olhe lá!). Tomei a de caixinha e tb a natural. Só que a natural tem que tomar muito cuidado pois vem farpinhas de coco. Por isso coávamos várias vezes e passávamos duas vezes no coador de café (DICA 8). Para seguir a tradição, eu tomava com ela o Pariet de manhã (o protetor gástrico que o médico passou por 56 dias). Não se preocupe, até eu que tenho FOBIA (de verdade) de comprimido tomo numa boa, é minúsculo.

Gelatina: comi alguns potinhos, mas não adianta eu e a gelatina.. não rola química.

Caldo: o do hospital = blékt. O da minha mãe maravilhosa = yami! Ela fez, com todo carinho, a o caldo de músculo com alho poró, uma cenoura grande..(receita do médico) e coou um milhão de vezes. Uma delícia como só coisa de mãe. DICA 9: o alho poró da um gostinho muito especial e eu tomo fervendo.

Leite: nunca gostei de leite, mas dadas as circuntâncias foi um amigo. Comprei o Molico Desnatado Mais Cálcio e tomava com o adoçante Linea.

Iogurte: comprei o iogurte Molico mais cálcio light de morango. Diluía na mesma proporção com leite e tomava trincando de gelado, hummm.. DICA10: Até fizemos uns gelinhos para chupar, mas fiquei com neura de engolir um pedaço do saquinho e achei muito gelo. Preferi gelado mesmo, eu deixava no freezer em um copo de alumínio e pegava de 5 em 5 minutos.

Sucos: não investi muito nessa idéia. Os de caixinha, tentei o de uva e achei muito doce. Só fiz um dia o de melão natural que minha amiga Eliane tinha recomendado, é OK.

Água: por mim eu beberia quase apenas água. O duro é tomar de pouquinho quando se está com muita sede. Mas eu evitava ficar tomando muito tempo para não deixar os outros itens de lado. Mas não deixe de tomar, pois nossos rins precisam dela. Imaginem filtrar todo esse gatorade? DICA 11: sua urina tem que ficar clarinha. Se estiver muito concentrada ou indo poucas vezes ao banheiro, está bebendo pouco líquido. Atenção a isso também nessa fase.

Proteína que já descrevi acima.
Eu tento beber o proteína o mais no início do dia possível, especialmente quando andava. Com os dias aprendi a dissolvê-la em menos água de coco (uns 3 dedos abaixo do rótulo da garrafinha de gatorade) porque senão, de copinho em copinho, ela não acaba nunca. 

Para dormir. No hospital me disseram que não poderia dormir de lado e sim o mais sentada possível. Que legal, né? Bom, no hospital é fácil pq a cama reclina. DICA 12: Em casa não teve jogo pq a minha cama tipo box afundava demais e, a gente não percebe, mas fazemos vários abdominais para nos acomodar nela. Fui para o sofá e colocamos um milhão de almofadas, edredons, toalhas e até pufes para ficar bem alto, colocava apoios para os braços ficarem acomodados e até para inclinar a cabeça pois eu ficava acordando com ela pendendo para os lados. Meu amor forrou edredons no chão e dormiu lá na sala me vigiando, lindo, lindo. Eu tirei uma foto, mas nessa ocasião a minha cama não estava montada para dormir, a gente estava a transformando na versão cadeira (com apoio para os pés), mas só para terem uma idéia, a foto:

Depois de uma semana mandei email para o médico e ele me liberou dormir de lado, foi um alívio pois eu estava sofrendo não poder virar de lado e ter que ficar o tempo todo (sentada ou deitada) com barriga para cima. Ainda doía um pouco no começo, mas com muitos apoios de travesseiros, deu certo.

O número 2:
Antes de operar, sempre vi todo mundo falando que ficava com o intestino preso por dias /semanas, etc. Levei um susto quando no segundo dia de operada tive diarréia e fui 7 vezes na casinha, rs. O médico disse que é normal pois o antibiótico tomado na veia tem esse efeito e que após a intervenção, algumas pessoas ficavam ressecadas, outras liberavam e que isso ia normalizar. Confesso que duvidei um pouco, mas deu certo. Disse que após a cirurgia o comportamento do intestino tende a não mudar tanto. A vida toda sempre precisei de remédios para ir ao banheiro pois ficava longos períodos e quem me salvou foi a internet no celular. Na adolescência, um médico tinha me dado essa dica, mas era muito difícil segui-la  e controlar a ansiedade. Ele dizia que, mesmo se eu não conseguisse, todo dia ficasse um tempo na privada no mesmo horário. Após muitos anos, com a internet no celular e a preguiça matinal.. eu ficava com preguiça lá um pouco e começou a funcionar. E minha vida mudou: intestino regulado. Agora na dieta líquida estou levando isso super a risca com medo do intestino não funcionar. Média: dias intercalados e às vezes seguidos de alguma sujeirinha. Compreensível devido o pouco resíduo.  Pessoal, para mim essa é uma dica de ouro (DICA 13).

Vou parar para o post acabar, mas vou incluir mais e mais detalhes adiante. Espero quem está entrando nesse barco.



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dieta Líquida - Desejos


Hoje faço 15 dias de gastroplastia; 14 de dieta líquida.

Por mais que imaginemos quão difícil seja essa fase, para mim, está pior.
As pessoas nos avisam que não sentiremos fome. É verdade, meu estomago não roncou nenhuma vez. Na verdade teve um ou dois momentos eu pude jurar estar com fome, mas talvez seja meu sofrimento por comida.

Pessoal, eu sei que a gente tem que mudar a mente, ter acompanhamento psicológico, etc, etc.  E depois que tudo der certo, vou ver aqui quão superei minha situação atual. Quero registrar para a posteridade o que estou passando. Quanta vontade de comer!
O que posso afirmar hoje é que eu tenho uma mente muito, muito, muito obesa. Vou lutar contra isso, mas para contar como realmente sou agora, preciso ser sincera: sou uma mente obesa em desintoxicação.

Chorei várias vezes vendo minha mãe se aproximar com aquele bendito meio copinho de café... Falei pra minha mãe: "não quero mais emagrecer, quero comer!!!" Gente, e eu falei isso de todo meu coração. Hoje ainda tenho medo de sofrer mais do que ser feliz.  Sofrer mais por querer comer e não conseguir.. Eu sei que todo mundo diz que depois pode comer de tudo mas em pequenas quantidades. Mas será mesmo que isso vai me satisfazer? Para mim a quantidade é importante. Eu quero sempre muito. Espero tanto que isso mude.

Desejos:
Whooper do Burger King com muitas batatas fritas com catchup e mostarda.
Coxinha (do Veloso - um bar aqui de SP) que é a melhor do mundo.
Virar uma garrafinha de água gelada todinha. Sabe aqueles golões, ai não consigo ficar sem, tomara que eu não tenha problemas com isso.






Obviamente tenho desejo de tudo: do pãozinho que meus pais pegam na padaria com presunto e queijo; do alho fritinho super cheiroso, do cachorro quente da banquinha, mas esses aí... ai ai  

Quero tanto conseguir mudar, meu maior desejo é conseguir tirar todo esse prazer da comida. Dominá-la.

sábado, 30 de março de 2013

Dia da Cirurgia Bariátrica - 20.03.2013


Pessoal, EU OPEREI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Pois é, hoje faz 10 dias!! (achei que teria tempo de sobra na recuperação escrever...)

Correu tudo bem, ainda bem. 

No dia anterior à cirurgia, tirei folga no trabalho e fiquei em casa sozinha, o que para mim foi muito bom. Coloquei roupa para lavar, fiz gelatina,  separei os exames, as roupas para levar para o hospital, depilação, olhando alguma coisa que passava na TV. E acredita que no final do dia ainda não tinha feito tudo? Fiz bem devagar e tranquila. Só começou a bater o pânico na hora que meu marido chegou, ainda tinha coisa para fazer e, principalmente, porque ele chegando alguém que ia me lembrar do que ia acontecer no outro dia. 

No final do dia, eu não quis atender telefonema de ninguém, nem responder mensagem bonitinha de boa sorte, qualquer coisa me fazia chorar, e eu não podia ficar mais frágil. 

20/03/13 - O dia

Antes
Como eu ia me internar às 6h, acordei bem cedo, tomei um banho e fui. Umas lágrimas caíam no caminho, muito medo. Comecei fazer a ficha, meus pais e irmão chegaram e eu nem quis cumprimentá-los para não chorar mais. Na hora de subir para o quarto minha mãe foi comigo. Daí pra frente tentei me preocupar com uma coisa de cada vez para não entrar em pânico. 
1. O médico tinha pedido para eu lembrá-lo de avaliar a possibilidade de tirar a vesícula. Descobri as pedras nos exames pré operatórios (tinha os feito um ano antes e não tinha nada). O médico perguntou se eu sentia alguma coisa e eu disse que não. Ele: então deixa, a gente opera daqui um ano quando você estiver mais magra. Nas últimas semanas antes da cirurgia, tive duas crises. Na consulta pré operatória, falei para ele que tive as crises e ele me pediu que o lembrasse no dia. Reforçou que dependia das condições de momento, pois os buracos da bariátrica são diferentes dos da vesícula. 
Falou que entra na cirurgia pensando em não por dreno, mas se for necessário, ele põe. Especialmente se fizesse a vesícula, poderia sobrar alguma coisinha e aí, colocaria o dreno. Mesmo assim eu pensava que seria bom já resolver essa questão de uma vez só do que ter que passar por tudo isso de novo
Então a minha preocupação master era lembrar o cirurgião e dar uma pressãozinha de leve. Então fui falando para todos os enfermeiros, anestesista, minha mãe foi pra porta do centro cirúrgico e pediu para falar com o médico, eu pedi para esperar para me apagarem para falar com o médico... enfim.. valeu muito a pena!! Com 7 furinhos no total já me livrei da vesícula. E melhor, sem o dreno! Foi perfeito.

2) Paralelo aos recados da vesícula, também reforçava a questão de me darem um remédio para não vomitar ainda na mesa de cirurgia para eu não correr risco de fazê-lo ao acordar. Esse era meu pânico. Quando cheguei no hospital e a enfermeira disse que eles faziam isso, já fiquei um pouco mais calma.

3) Com a orientação do médico, eu interrompi o anticoncepcional (emendo cartelas) uma semana antes para não estar menstruada no dia. O que foi em vão pois não tinha acabado. Liguei no consultório e as atendentes falaram que não era um problema. Mas fui para o hospital, com um monte de tampax na esperança de deixarem eu usar. Meu medo era colocarem aquele maldito tampão. No quarto, a enfermeira disse que eu apenas usaria um pano por cima. Mais um alívio.

4) Já tomei a primeira famosa "injeção na barriga" (Clexane) já logo antes da cirurgia. Estava menos nervosa que o habitual (que é surtando) porque minha amiga tinha falado que não doía. Tomar antes já me deu a dimensão exata do negócio, o que foi bom.

5)Tinha pedido muito ao cirurgião nas consultas um calmante. No início ele disse que não era necessário para essa cirurgia. Na última consulta antes, ele disse para eu falar com o anestesista que passaria no quarto. Ponto positivo: eu nem precisei pedir pois e ia me dar. Ponto negativo: era uma injeção intramuscular, que eu morro de medo (mesmo!). Ponto de preocupação: não dormir e avisar da vesícula (que acabou sendo resolvido, como disse acima).

Fui para a espera do centro cirúrgico. Fiquei longe de apagar, mas não fiquei paranóica pensando nos medos e etc.. o que foi ótimo! Quando me levaram para a sala de cirurgia, minha preocupação era avisar da vesícula e do remédio para enjôo, então não tive muito tempo de ter medo. 

Curiosidade: colocaram aquele oxigênio em mim e me deu uma coceira no nariz. Eu precisaria afastar a máscara para coçar, então pensei: ah eu já vou apagar mesmo, deixa quieto. Quando voltei da anestesia, qual foi a primeira coisa que fiz? Cocei o nariz. Nossa, que coceira. Impressionante como a anestesia para e te trazer no mesmo exato momento e sensações.

Depois
Acordei sentindo dor na barriga. Já chamei alguém na mesma hora pedindo remédio para a dor. E ele: depende, que dor que é? Eu: aqui e aqui (barriga). Ele: isso é dor de gases, não vai passar com remédio, só vai fazer você dormir e ficar mais tempo aqui. Só passa quando você andar. Eu: então eu quero andar agora. Fiquei metade do tempo que o médico tinha como previsão para o pós.
Fui para o quarto e eu nem tinha saído da maca, quando a enfermeira veio e disse. Conte no relógio 15 minutos sentada e vamos andar. Oi?????????
Gente, juro, eu nem me lembro desses 15 minutos e de ter acordado de verdade quando tive que andar. Comecei andar devagarinho com o soro e meu pai no corredor, quando encontrei com uma enfermeira chamada Regina. Ela largou uma paciente, pegou no meu braço e disse: não é assim que anda. E começou a me arrastar no maior pinote pelo hospital. Super rápido e ela me arrastava e me obrigava a arrotar, botou para escovar o dente, dizendo que não podia engolir nada. Sentei e ela: você vai ter uma dor muito forte, uma náusea, mas vai melhorar. Mas você tem que fazer certo ou os gases vão para as costas e piora. Enfim, ela botou o maior terror, Eu e meus pais ficaram em pânico com aquilo. Enfim, ela mandou eu respirar bem fundo (com dor e tudo) e assoprar com força. Eu arrotei, mas não foi tanto assim. Mas enfim, não senti dores absurdas, então acho que deve ter ajudado sim. E assim Regina se foi dizendo que eu seria uma nova pessoa por encontrá-la. Fiquei com um pouco de medo/raiva na hora pela maneira que ela se impunha e não se importava com o fato de ter acabado de sair da cirurgia.

No primeiro dia, as enfermeiras não deixaram eu engolir nem saliva. Disseram que alguns médicos deixam, outros não deixam e então era melhor eu não engolir. Então assim: dores na barriga, caminhadas a cada 40min/1h no corredor e nem saliva eu podia engolir. Eu sentia minha boca e minha garganta grudando sem uma gota de água. 

21.03.2013
Dr Renato passou e disse que me liberaria para os líquidos (chá, água de coco, água e gatorade). A partir daí comecei a engolir a saliva para me preparar, rs. Quando coloquei a água de coco na boca, tive um pouco de medo, masa fui colocando bem devagarinho e deu certo.
Com isso veio luftal, lisador líquido também.

22.03.2013
Dr Renato passou e disse que liberaria leite, caldo e gelatina. Se eu me desse bem, iria para a casa a tarde.

Vou dando mais detalhes aos poucos ou então esse post não acaba nunca.

terça-feira, 19 de março de 2013

Faltando poucas horas para a bariátrica

Gente, faltam poucas horas. 



Estou eu aqui na maior 'encanação', será que estou fazendo jejum direito? Será que eu não devia ter comido aquilo?
Para ajudar, estou naqueles dias... como se eu não tivesse motivos o suficiente para me preocupar. Estou com medo do tal "tampão".
Claro que saiu também uma herpes na minha boca. É só meu emocionar ficarr fortemente abalado que o corpo não resiste. Até pensar se vou rasgar minha herpes na hora de entubar, eu estou pensando. 
Mas não estou reclamando de mim. Estou inteira até agora, consegui passar o dia sem surtar de ansiedade.. Espero, profundamente, me surpreender amanhã. Ter uma recuperação e uma força muito maior do que eu imagino. 
Quero ter o prazer do alívio. Torçam por mim.

domingo, 17 de março de 2013

Contagem regressiva - 3 dias para a cirurgia bariátrica


Pessoal, vou operar depois de depois de amanhã, rs.. e já é à noite.. 

Tentei ontem e hoje comer menos gordura e alimentos pesados e.... batata! Minha tristeza aumenta conforme como menos tranqueira, ou quando como menos o que eu quiser. Por favor sem hipocrisia de que eu preciso primeiro resolver os problemas de compensar as coisas em comida ou de ver a comida como fonte de alegria. Todo mundo tem seus problemas e todos os obesos descontam na comida, sim. Não dá para esperar resolver tudo antes de operar, ou então não precisaríamos. 
Eu sei que a cirurgia não vai resolver por si só, o sucesso vai depender de mim.  Só busco que ela me ajude me dando um excelente incentivo para que eu consiga melhorar do jeito que eu quero, com bons hábitos de alimentação e exercícios. O emagrecimento vai me ajudar. Mas estou disposta ao esforço, só preciso de um bônus inicial para lembrar de como vale a pena.
Esse é meu blog e eu não sou perfeita. Como realmente acredito que há pessoas imperfeitas como eu por aí (por mais que não digam), quero jogar a real... para que, quando pessoas que estão na busca da cirurgia se identifiquem e não fiquem pensando que cirurgia é apenas para pessoas perfeitas. Eu sou uma pessoa que quer a chance de mudar.

O que me deixa com muito medo da bariátrica é perder a minha liberdade. Eu sei que em tese é justamente o contrário pois minha vida é totalmente presa e limitada. Mas me refiro no sentido de não poder comer qualquer coisa como, quanto, quando quiser, depender das vitaminas etc. Ora, não posso mesmo.. hoje eu tenho essa liberdade e vejam só o que fiz com isso, virei obesa mórbida. Como não sei o que exatamente me espera pois cada um reage de uma forma, a despedida das comidas está me parecendo uma despedida mesmo. 

Agora pouco meu marido perguntou: se eu fizer esse cupcake de caneca, você come comigo? E eu chorei. Nem era tanta vontade de comer o tal cupcake (no qual acabei dando umas garfadas), é por pensar que no futuro essa pode nem ser uma pergunta plausível porque eu nunca vou poder. Mas não vou pensar nisso agora. Vou encarar tudo de uma nova forma. 



Achei essa foto na internet. Isso é liberdade? Eu tenho certeza que quando vir uma imagem de uma comida tranqueira que eu gosto muito, eu vou sentir uma vontade persecutória. Mas quero deixar aqui registrado de como esse descontrole destruiu minha vida deformando meu corpo e me prendeu em casa. Quero passar por esse tratamento de choque como um viciado internado e depois seguir minha vida com a mesma vigília que um ex viciado precisa para ter uma vida melhor. Na verdade, maior. Pois a minha droga está todos os dias em todos os lugares, no convívio social, não posso ficar simplesmente distante. Tenho que dosar, o que, para mim, é muito mais difícil. 

Como conversei com minha terapeuta, meu objetivo é tirar todo esse prazer da comida. Hoje minha vida se resume a isso e eu quero desarmá-la. Quero tirar esse poder dela de me deixar triste ou feliz. Vou ampliar minha vida e ter outros motivos. 

Falando em terapia, fizemos uma coisa ótima. No último sábado, ela fez uma super sessão com meu marido, pai, mãe e irmão, com o objetivo de conversar e preparar acerca da cirurgia. Estou bem assistida e estou buscando todos os recursos para me fortalecer e vencer a obesidade. 
Essas últimas semanas busquei o pilates, a acupuntura  e ontem me superei comprando até os tais florais de bach.. recurso que nunca acreditei (acredito), mas estou tentando por de lado todo o meu ceticismo, não quero passar um minuto questionando, quero fazer tudo o que for possível para ocupar a minha mente e fazer com que eu consiga me acalmar e passar pela cirurgia. Sou tão ansiosa, como já relatei aqui algumas vezes, que vem a dor física e falta de ar. Só de pensar no hospital, me dá angustia no peito, mas preciso conseguir.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Cirurgia marcada e início de pane na cabine

É minha gente...
(pausa)
Eu tenho uma data. A data data minha cirurgia.
(pausa)
20/03/2013
(pausa)
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As dúvidas de sempre, as quais eu tinha ‘superado’ durante o processo e seguir adiante, estão ressurgindo.. E não sei se isso está vindo do medo, ou se tenho que repensá-las.
Eu queria ter um chat online 24h com meu médico. Para que tudo que eu pensasse eu pudesse dividir dele e assim chegar a uma resposta.
Mas eu tenho uma data.
Se eu vou suportar ficar fazendo reposições de vitaminas, injeções, se conseguirei comer pouco, se é normal o médico não reservar UTI, se, se..
Com vocês, a principal dúvida (que era a primeira):
Sleeve (maior chance de não emagrecer suficiente /engordar) x bypass (refém das vitaminas, injeções).
Medo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Exames Pré Operatórios: Urina 24 horas x Perícia

Sábado de carnaval e estou aqui para contar de um novo trauma, esse bendito exame de urina 24 horas. Uma endocrinologista que eu fui, pediu exames especiais de sangue e esse da urina para só depois fornecer o laudo. Ela foi clara em dizer que não era para eu ir para a cirurgia sem ela avaliar o resultado desses exames para ela.

O que ela não sabia é que no outro dia de manhã eu tinha consulta com o Dr Renato Ito (Instituto Garrido) em seu último dia antes das férias e já era 17h. O fato de ela não ter me dado o laudo me desestabilizou um pouco. Mas mesmo assim fui até o consultório da endocrino me receitou todo tipo de droga nos últimos 8 anos para emagrecer, a carinhosamente apelidada de Dra Caveira. Mesmo sem ter consulta marcada, consegui com maestria invejável uma consulta em sua agenda concorrida com 2 meses de antecedência. Ela me deu um laudo. Um laudo meio esquisito, mas deu. Ou seja, consegui todos os laudos para o outro dia de manhã + uma pulga atrás da orelha com os novos exames da endocrino.

No outro dia, dei entrada na papelada do convênio mesmo assim. Pensei: dou a entrada, mas mesmo assim vou fazer os tais exames que a endocrino me pediu. E terei os resultados todos antes da perícia e consciência tranquila. 
Daria tudo certo se não fosse a surpresa com a incompetência do Laboratório A+. Estou há duas semanas tentando fazer esse exame e nada. Hoje estou repetindo pela 4ª vez devido instruções erradas ou não dadas. É um exame chato. Você tem que ficar o dia inteiro em casa fazendo xixi dentro de uma garrafa, um inferno. Passou-se tanto tempo que já tive o retorno do Bradesco e minha perícia é na próxima quinta feira 15/02/13, véspera do meu aniversário de 29.

Fiquei em parafuso de pensar que poderia dar alguma coisa no exame que fosse impeditivo para a continuidade do processo da cirurgia. Até porque nos exames de sangue, apareceram algumas alterações sim. Graças a uma recepcionista caridosa, consegui o email da endocrinologista e mandei o questionamento: nesse exame de sangue tem algo que me impeça de continuar ou dá para esperar o resultado da urina também mesmo que seja depois da perícia? Ela disse para continuar porque "ainda demora depois da perícia" (será?). 

E o pior é que bem agora nessa hora de realizar pela 4ª vez o exame, algumas vezes vi a urina avermelhada como com um pouco de sangue e uma leve ardência. Estou com muito medo. Já é um processo tão difícil, uma decisão complicada e parece que os obstáculos aumentam ao longo do caminho.
Esses dias eu estou que sou só angústia.

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