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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Refazendo a 1ª meta da bebida - 1 ano e 9 meses

Começando com a sinceridade da prestação de contas. Não. Não consegui cumprir o que me propus para a semana que passou. Não consegui não beber cerveja de segunda até sexta. Pelo contrário, bebi todos os dias. Os motivos? Ou melhor, as desculpas... bem, nada muito consistente.
Vou tentar repetir a resolução essa semana. MAs acho que vou dar uma  afrouxada para eu conseguir cumprir. Vou colocar dois dias. Dois dias sem cerveja. Apesar de estar MUITO, MUITO quente esses dias. O que favorece muito uma cervejinha...

No fim de semana mais uma vez não caminhei no parque. O que é muito negativo pois é um passeio que eu gosto e favorece muito a tentativa de encontrar outros prazeres além da comida. Uma das minhas grandes missões. Faz bastante tempo que não faço isso e fica claro que é mais um tipo de boicote. Vou tentar fazer isso também essa semana. Melhor eu não colocar uma meta muito absurda. Talvez duas vezes.

Ontem senti (de novo) saudade do tempo que eu conseguia parar de comer. Eu nem me lembro como é esperar 3h para comer. Ontem eu fui à casa de uma amiga. Somos em três muito amigas. Uma delas me perguntou/afirmando: e vc? Tá super bem, né? E eu, como uma bexiga que acabou de encostar na ponta de um alfinete bem afiado: "ahhh engordei". Ela nem titubeou em discordar: "mas vc estava muito magra". Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr "Mas agora vc parou de engordar, né?" Meu, eu já tinha ficado nervosa e a conversa foi uma sequência de bate-volta muito rápida e eu vomitei: 'mas estou tomando remédio pra ansiedade'. E ela:"o quê?" Eu: tudo, fluoxetina, tudo..." "ah, pelo menos...." (era a 3ª vez que ela tentava continuar essa frase, mas não achava as palavras). Como sempre, após "me abrir", fico arrependida de ter sido muito íntima e fico me sentindo exposta. Mesmo ela sendo tão minha amiga, saber que eu estou a base de remédios..

Essa semana, após quase um ano de atraso, finalmente fiz a endoscopia de um ano. E o médico me contou que o pai dele fez e hoje é um rato de academia. E que se eu não fizer execícios, engordo mesmo. Porque a anasmotose aumenta e as pessoas comem normal, enfim... me sentir mato l (muito mal) por estar tão displicente..  Mal tinha voltado à consciência e acabei comentando com o meu pai que o médico falou  veementemente o quanto era arriscado eu voltar a engordar tudo de novo e que eu já tinha engordado. Fiz isso na tentativa de finalmente mobilizar meus pais de alguma forma para que eles parem de me encorajar tanto a comer, comer, comer.. e entendam, de uma vez por todas (apesar de tanto eu falar e fazer de tudo para que entendessem). Quando chegamos em casa, eu estava no banheiro quando ouvi meu pai comentando o assunto com minha mãe. E, infelizmente, eu a ouvi cortando com uma voz forte: "é normal". Fiquei tão triste e decepcionada com a falta de apoio, minimizando o problema. enfim.. 
Tentando melhorar essa semana...

Semana:
- Ficar 2 dias sem beber
- Caminhar 2 dias
- Praticar o "FAÇA" 
- Tentar colocar mentalmente prazos para atividades no trabalho para diminuir o perfeccionismo
- Falar com meu irmão sobre o dentista / planejar Dr Renato

Bem devagarinho, vou tentando me organizar para dar espaço a outras coisas além da comida. Percebo que tem que ser devagarinho para que eu mesma "não perceba" e seja poderosamente reativa. Tenho que parecer ser sorrateira e inofensiva. Ficar à espreita e ir ganhando espaço,bem devagar. Estou pensando em adotar isso como minha tática.





sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fracassos - Semana do Aniversário 28 anos

Essa semana tive vontade de escrever três vezes no blog que está tão abandonado quanto meus sonhos..
 
 
Segunda 13/02/12
Semana passada retornei a tal médica ortomolecular que minha mãe tanto insistiu. Passou alguns remédios (acelerar metabolismo, aumentar serotonina, bupropriona), a idéia era eu me sentir melhor (acho que menos depressiva), conseguir ficar sem bebida alcoolica e fazer a dieta. Ela sacou da gaveta duas folhas com a famigerada Dieta dos Carboidratos. Disse que escolheu essa devido minha compulsão e mandou eu voltar em 15 dias para ela começar modificá-la. Fiquei tão surpresa que não tive muita reação. Saí do consultório, vi minha mãe e meu marido me esperando (ah... a expectativa dos outros!) e minha cabeça ainda estava aérea.
Passei a noite conversando com minha mãe se eu ia ou não numa médica da equipe do Dr Salem. Enfim, não fui. Vamos tentar a dieta bem direitinho. Meu pai mandou fazer o remédio R$130.
Vários apelos para que eu me dedicasse ao máximo e levasse essa dieta a sério que todos estariam comigo me apoiando. No domingo fomos os três (eu+marido+mãe)ao mercado e gastei R$252 com 'coisas' sem carboidratos que eu podia comer a vontade. Que mal humor. Fiquei o domingo lá com minha mãe preparando as coisas para mim. Fui dormir com um enjoo enorme, a carne do almoço ainda parecia na garganta.
Na segunda levei para o trabalho vários potinhos com coisinhas q eu podia comer e.... antes do almoço eu sabia que aquela alucinação de eu conseguir seguir essa dieta doida dos carboidratos estava chegando ao fim. E não resisti a um almoço com arroz.
Quando cheguei em casa e contei que já tinha comido arroz, meu marido ficou bravo comigo como eu nunca tinha visto por esse motivo. Minha mãe ao tel, enfim... Eu tb fiquei brava dizendo que essa era apenas uma dieta idiota, eu comeria menos com o medicamento e isso que importava. Eu chorei a noite inteira. Meu marido depois foi lá comigo, mas no meu íntimo eu pensava em morrer. Fracasso, fracasso, fracasso.
No outro dia, fiquei menstruada e levemente aliviada por pensar que a TPM pode ter (não tudo, mas) potencializado o desespero e tristeza infinita do dia anterior.
 
Quarta 15/02/12
Meu aniversário. Eu odeio fazer aniversário. Nunca gostei, mas atualmente eu odeio. Especialmente pelas convenções sociais, e também de eu estar ficando mais velha com a mesma vida que eu não quero pra mim.
Como esperado, meu dia foi chato. Tenho uma amiga de infância que eu gosto muito, mas não vejo ha anos pois não tenho coragem de encontrá-la no meu estado. Ela está curtindo a vida dela ao máximo numa felicidade que não caberia no meu atual estado. Apesar de gostar dela, nunca atendo suas ligações pela certeza de que ela vai querer me ver e isso vai me fazer mal e eu ficarei pior (sem julgamentos, please!). Ela estranhamente parece não desistir de mim e insiste em ligar de tempos em tempos, mesmo eu não atendendo nunca. No meu aniversário ela me ligou de um número 00000000000 e eu acabei atendendo..Ela começou a falar e eu a chorar, automaticamente. Sem dúvida, ela ficou um pouco assustada e a ligação não durou muito. Depois mandou msg dizendo das saudades e que me amava. Fracasso
Meu pai me deu aos parabéns ao telefone e começou com uns papos dele de eu ter que fazer as coisas (regime) direitinho e esquecer o resto, etc, etc... Desliguei. Choro, choro, choro.. não falo muito diretamente com meu pai sobre o fato de eu pesar horrores, tenho algumas mágoas nesse tópico.
Nesse dia esqueci de tomar os remédios. Freud explica. Obviamente, não quis ver ninguém e muito menos comemorar. Fui assistir ao futebol num bar e bebi.
 
Sexta 17/02/12
Meu marido mandou msg lembrando do remédio (q esqueci qua e quinta). Tomei. À noite estava enjoada, mas com fome (?) pois só tinha almoçado. Deitei na cama e fiquei tendo aquelas repuxadas na perna de ansiedade louca. Só pensava que na sexta de carnaval todos viajam e eu estava em casa. Não gosto de carnaval, mas gosto de feriado. Não gosto muvuca e calor, mas gosto de poder fazer coisas legais. E a única coisa legal que eu conseguia pensar é em comida. Pensava em tudo, mas o que eu queria mesmo é comida japonesa beeem gostosa com cerveja. Ele estava com dor de cabeça. Eu, ansiosa. Breve discussão e fomos ao elevador. Ele disse: "vc não vai beber, né?". Meu sangue ferveu. Ele nunca ficou se metendo 'na minha vida' assim, mas graças a essa maldita dieta e essa semana que eu os envolvi na minha tentativa de dieta, ele está se sentindo a vontade pra pegar mais no meu pé. E um viciado, qdo alguém começa a se meter entre ele e a droga, provoca grandes estragos _a qualquer um.
Ele disse que se fosse pra eu beber, preferia que fossemos ao aniversário da vocalista da banda dele. Tendo em vista que a gente nunca aceita os convites deles, ele achava q precisariamos fazer um social (eu nunca quero, claro). Vcs imaginam minha raiva? Não estou falando que eu estava certa, eu estou falando da minha situação. Sou uma obesa de, agora 135kg que tem uma única calça e que é social e não tem nenhuma roupa para ir para balada, não tem mais calcanhar que aguenta balada, cansaço crônico, tem um maldito mal humor que pqp... Eu disse: se vc quiser muito ir, nós vamos. Eu falo mil vezes para ele ir sozinho, mas não adianta. Pra ele, ou vamos juntos, ou não vamos. E minha culpa só aumenta pelas tantas vezes que deixamos de fazer as coisas por minha causa. No final das contas ele mesmo acabou desistindo e fomos ao japones. O rodízio não estava bom, mas não perdi a oportunidade de comer e beber. Chegamos, dormimos.
 
Resultado da semana (domingo a sexta - 6 dias):
1 dia de dieta (igual a zero pois comi um monte de coisas que só podiam se eu não comesse carbs, eu comi. Então só foram muitas calorias pra dentro.)
6 dias de choro
3 dias com bebida alcoolica
No trabalho, insegurança, falta de memória e concentração como nunca tive
(Re) Confirmado: quando sinto enjoo, só penso em comer. Quando eu como (bastante), passa. É assim que sempre curei enjoo.
Uns 5 dias com pequenas ou médias brigas e discussões que na minha cabeça só aconteceram graças a essa MALDITA (10x) dieta... e agora fica essa coisa de eu estar fazendo cois errada, bebendo, querendo desistir... To com medo de isso gerar uma crise.
6 dias se sentindo um lixo ambulante
Não quero ver meus pais tão cedo (o q vai ser dificil de ter desculpas devido o feriado).É uma mistura de: vergonha e não querer me expor a julgamentos (mesmo que mentalmente)
Com tamanha angustia durante a tentativa de dieta, começo a me questionar se eu aguentaria o pós gastroplastia. Vejo-me sem saída, fraca e sem esperança. Desistindo.
 
* desculpem pelos tópicos nada populares, mas esse é meu blog, da minha vida real.
 
 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Happy hour da empresa e o Desfecho da vaga da secretária gostosa

Minha sexta em duas partes.

Lembram que eu precisava contratar uma secretária gostosa? Finalmente uma, das mais ou menos 50 candidatas que entrevistei foi gostosa o suficiente para fechar a vaga. Obviamente eu tinha indicado secretárias muitíssimo mais competentes, talvez não tão gostosas que ele descartou sem pestanejar. Eu já estava tão por conta dessa contratação que eu queria mais ,e que fechasse logo. Ontem ela foi à empresa novamente e o martelo foi batido. Sabe uma coisa que ME TIRA DO SÉRIO??? Machismo.
Pra mim, é machismo de gente que precisa se afirmar perante o outro, ser causado um alvoroço de burburinho quando passa a tal candidata a gostosa. E, gente, ela nem era tão bonita/gostosa assim, juro que não é despeito. Ontem, um diretor nojento-cara-de-sapo segurou a porta do elevador pra mim sem eu nem estar no campo de visão dele só pq eu tinha acabado de deixá-la e ele queria assuntar quem era a vadia (obviamente ela sentiu o movimento e tá se achando)... grrrrrrrrrrrrrr eu Odeio o mundo inteiro!!!!!!!!

Além da festa de confraternização, a empresa em que eu trabalho realiza um happy hour de comemoração só para os administrativos que foi ontem, sexta. Na festa, tenho a obrigação de ir para ajudar pois sou do RH, mas no happy hour não.
No hh, fechamos um bar; tem um cardápio e bebida à vontade. Todos se divertem muito com a boca livre. Bom, eu não fui. As pessoas mais próximas ficaram inconformadas com a minha decisão. Amo um hh. Primeiro eu disse que não estava no clima, que o povo ia só pra ficar reparando os outros para ter fofoca garantida na segunda (o que eu realmente acho). Essa semana o discurso foi o exame de sangue que fiz hj e me exigiu jejum, etc. Insistiram muito e isso tornou as coisas mais difíceis. A verdade é que qualquer uma dessas duas desculpas seria perfeitamente contornável se eu não estivesse me sentindo muito mal comigo mesma. Não quero ficar lá conversando com as pessoas e com os homens fazendo piadinhas de quem é bonita.. Eu, minhas roupas, os outros e suas roupas adequadas a um happy hour.. enfim.. Algo que eu quereria, se não fossem as condições atuais. Entrei no carro chorando e voltei pra casa descontando minha tristeza em forma de impaciência no trânsito. E vim encontrar minha cama.
 
Nos dois momentos do dia: minha invisibilidade - querida em um e duramente sentida no outro.
 
 

sábado, 5 de novembro de 2011

Choro todos os dias.


Não sei o motivo, é um choro aparentemente banal. Mas é todo dia. Se estou em casa, ele chega e diz oi, eu choro. Se meu irmão chama carinhosamente minha mãe de gordinha (e ela é gostosamente muito magra), eu choro. De olharem pra mim, eu choro. Se eu leio um post de uma de vocês com o qual eu mais me identifico ou tenho medo, disparo um choro contínuo e uma tristeza sem fim. Tento sempre disfarçar afinal não consigo explicar e porque deixo as pessoas sem rumo ao me ver chorar assim de repente 'sem motivo' e frequentemente. Por várias vezes eu consigo, por outras, não.



Aqui entre nós, eu morro de medo disso piorar depois da gastroplastia por agonia de não conseguir/poder comer. Piorava quando fazia regime tomando remédio. Afinal, é tudo que tenho hoje, a comida. 

Eu nunca fui tão sensível assim. Não tenho motivos para duvidar de que estou com depressão, mas acho que não posso simplificar que se deve apenas pelo peso. .
É uma falta de energia sem fim, falta de energia para atravessar uma rua, de abaixar para pegar algo que caiu no chão, de me ajeitar no sofá!  Não vou nem falar da impaciência e irritabilidade, pois esse é o post da tristeza. Nem sei mais como descrever, só sei que é muita tristeza.

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