domingo, 20 de novembro de 2011

Exames pré: hemograma, eletrocardio, ultrasson, raio X

Ontem fiz os exames: hemograma (milhares de análises, tiraram uns 6 tubinhos de mim), o inesperado furinho na orelha para o tempo de sangramento, urina, e as aventuras: eletrocardio, ultrassom do abdomen e raio x do torax.

Eletrocardio: foi ao som de Djavan (de uma música que gosto muito: Samurai). O moço foi colocando as chupetinhas todas em mim e na hora de iniciar o exame ele começou a por meu braço pra lá, pra cá.. e eu notei que ele queria que meus braços ficassem sobre a cama, paralelos ao meu corpo e então acabei com a agonia dele diagnosticando: "eu não caibo, moço!" Recebi uns feeds aqui no blog de ser muito pessimista achando sempre que não caibo nas coisas. Mas respondo que infelizmente isso é baseado em situações empíricas. A cama era muito estreita e, acreditem em mim, meu quadril é MUITO largo. Bom, o mocinho, depois de pensar um pouco, precisou tirar as chupetinhas e ligar por fiozinhos de modo que eu deixei meus braços sobre a barriga um segurando o outro.

Raio X: Já estava mais segura sem o piercing afundado no umbigo. O rapazote me chamou e me encaminhou ao vestiário com a sentença: por favor coloque nosso avental. Mas foi aí que tirei da minha bolsa a minha arma super secreta. Não querendo passar por aquela situação constrangedora novamente. Levei meu próprio vestido. Sabe aqueles lisos de um pano meio molenga, com aquelas estampas incompreensivelmente coloridas que a gente compra porque acha, no fundo de algumas lojas de departamento populares e usa em casa (único uso possível). Não contavam com minha astúcia! "Moço, disse triunfante, eu trouxe o meu próprio vestido, ele não tem zíper nem nada.. porque esses aventais as vezes ficam meio apertados (kkk²) em mim. Ele: ok! Fiquei toda feliz e dessa forma, eu venci o raio-X!!


Abdomen total: Como eles apertam, né? Doem as costelas (onde quer que elas estejam, rs). Ele já sabia que o exame era devido o preparatório para a bariátrica. Ao final, o médico: "tem um pouco de gordura no fígado, mas é normal". Meninas, ainda bem que eu tinha o blog e trocamos tantas experiências então não me desesperei. Maaas, o google em contrapartida:

sete perguntas para um especialista
http://revistavivasaude.uol.com.br/imagens/bullet_flecha02.gif  
GORDURA NO FÍGADO: o mal do sedentário pode evoluir para a cirrose
Os casos de esteatose hepática, nome científi co desse problema, têm aumentado em países que adotam uma alimentação rica em gorduras, especialmente as saturadas (de origem animal). Saiba os riscos dessa doença e como preveni-la


POR STELLA GALVÃO

1- O QUE É ESTEATOSE HEPÁTICA?
Trata-se de uma condição na qual ocorre depósito de gordura (triglicérides) no interior das células do fígado, chamadas de hepatócitos. Este acúmulo ocorre por vários mecanismos.
O primeiro é por meio do simples aumento do consumo de gordura saturada, aquela responsável também pelo aumento do colesterol ruim (LDL), pelo estreitamento das artérias, o aumento da pressão sangüínea e o risco de infarto; e que são encontradas especialmente em produtos de origem animal, como carnes vermelhas e macias.
Ou seja, a ingestão de grandes quantidades desse tipo de gordura na alimentação faz com que haja um aumento da deposição do excedente no fígado. O segundo mecanismo é mais associado a pacientes com diabetes do tipo 2 ou com predisposição para tal doença. Essas pessoas apresentam um fenômeno chamado resistência à insulina: apesar de produzir insulina, a ação desta é comprometida. Este quadro ativa mecanismos celulares, que favorecem o depósito de gordura no fígado. Por fim, nos últimos anos, revelou-se um terceiro mecanismo envolvido no aparecimento da esteatose hepática. O consumo de gordura e o ganho de peso podem promover o aparecimento de proteínas inflamatórias, chamadas citocinas. Tais substâncias, quando atuando no fígado, também podem favorecer o depósito de gordura no órgão.

2- QUEM ESTÁ MAIS SUSCETÍVEL A ESTE PROBLEMA?
Existem fatores genéticos e ambientais que predispõem à esteatose. Os genéticos ainda são pouco conhecidos, mas acredita-se que tenham relação com os mesmos fenômenos genéticos que podem levar ao diabetes. Os ambientais, entretanto, são vários. Entre eles, podemos destacar os hábitos alimentares, como uma dieta rica em gordura, o consumo excessivo e regular de álcool, o uso de alguns medicamentos (que, de acordo com a sua composição e ação, podem estimular o acúmulo de gordura no órgão) e até certas infecções, inclusive às associadas aos vírus das hepatites B e C.

3- ESTE ACÚMULO DE GORDURA PODE AFETAR A SAÚDE GRAVEMENTE? 
A esteatose passa a ser um risco quando há o aparecimento de células inflamatórias no fígado. Neste caso, a pessoa deixa de ter a esteatose simples e passa a apresentar a esteato-hepatite. A próxima complicação é a fibrose hepática, situação na qual as células do fígado (os hepatócitos) morrem e são substituídas por um tecido fibroso, como aquele que se forma durante uma cicatrização normal da pele. Em pacientes sem esteato-hepatite e sem fibrose, acredita-se que a capacidade de reversão da doença é muito grande, entretanto, após a instalação de uma dessas complicações, a chance de evoluir para a cirrose (doença crônica do fígado, que se caracteriza por fibrose e formação de nódulos que bloqueiam a circulação sangüínea no órgão) é bastante grande. Neste caso, o fígado deixa de desempenhar suas funções normais, como produzir bile (agente diluidor de gorduras), auxiliar na manutenção dos níveis normais de açúcar no sangue, produzir proteínas e metabolizar o colesterol. Assim, em situações mais graves, o transplante do órgão passa a ser a única solução para a cura da doença.

4- COMO FAZER PARA IDENTIFICAR O ACÚMULO DE GORDURA E A GRAVIDADE DESTE DISTÚRBIO? 
Os indícios de esteatose são detectáveis, inicialmente, pelo exame clínico do paciente no próprio consultório médico.
O fígado pode estar com aumento de volume e o médico detectar isto ao apalpar o abdômen. Se isto for observado, cabe ao profissional solicitar, por meio de exames, a determinação sangüínea de algumas enzimas hepáticas que, se estiverem realmente em quantidades maiores, podem indicar a presença de distúrbio hepático, o que pode mostrar inclusive uma esteatose. Na etapa seguinte, dá para se realizar um ultra-som de abdômen que revelará aumento e alteração estrutural do fígado. A BIÓPSIA É A ÚNICA

5- FORMA DE VERIFICAR SE A GORDURA NO FÍGADO PODE EVOLUIR PARA A CIRROSE?
Somente a biópsia (a retirada de um pedaço do órgão para análise) permite avaliar se há esteatose simples, esteatohepatite, presença de fibrose ou cirrose. A indicação deste exame invasivo é feita para paciente com padrão ultrassonográfico do fígado que gere suspeita e na presença de níveis elevados das enzimas hepáticas no sangue.
A indicação obedece a critérios rígidos que devem incluir cada um dos dados acima.

6- É POSSÍVEL REVERTER O PROBLEMA APENAS POR MEIO DO CONTROLE NA DIETA? 
Sim, para a maior parte dos pacientes, especialmente aqueles com esteatose simples, a correção dietética (com a redução de gordura), a perda de peso e a manutenção de uma rotina de atividade física são suficientes para reverter o quadro.

7- E QUANTO À PREVENÇÃO? 
Valem os mesmos requisitos: manutenção de dieta saudável e do peso ideal, bem como atividade física constante.

E eu que super chegada numa cervejinha e vinho; eu que suo frio só de pensar em uma biópsia no fígado à noite fui de Sukita Uva. Que medo! Não quero nem saber de outro exame, farei a cirurgia, emagrecerei e isso vai passar.

Mas ontem, depois dos exames e antes de recorrer ao google; na 19ª hora de jejum eu fui almoçar numa churrascaria. Devido a provável futura necessidade de reforçar o ferro devido a cirurgia, estou tentando gostar mais de carne vermelha. Esbaldei-me na picanha e baby beef  (e cervejinha gelada) nem um pedacinho de frango. (Esse último parágrafo foi só pra tentar dar uma amenizada em todo resto, rs)

8 comentários:

Fabi disse...

Muito boa a saída que voce arrumou pro raio-x... Mas nas clinicas que fiz exame não foi precizo, pediram só pra tirar o sutian e ficar com a blusinha. A tal da eco total é dolorida mesmo, achei que fosse a mão da doutora. E quanto a carne vermelha, acho que os suplementos devem dar um jeito, porque na palestra que assisti a nutri disse que muita gente deixa de comer carne vermelha porque entala e a digestão é difícil... Quer dizer, pode comer, mas não deve fazer muita falta não. Bjocas, bom domingo!

Beauty disse...

Minha equipe informou que comer a proteína deve ser sempre a prioridade.
Carne vermelha é excelente fonte de ferro.
Se conseguir gostar vale a pena!!!
Bjus
Beauty

http://emagrecendobybeauty.blogspot.com

Simplesmente Rapha disse...

Eu tb tive gordura no fígado depois de operada, mas minha médica diz que é medicamentosa (?) e que não é para se preocupar. eu acredito...rs Que bom que vc conseguiu tirar o pirceng... eu nunca teria coragem de colocar um, porque meu umbigo tb não é possível de ser exposto...rs beijinhos e estou esperando por vc online

Simplesmente Rapha disse...

Me add vc então: simplesmenterapha@hotmail.com

Vencendo desafios!!! Em busca do Sleeve Gástrico!!! disse...

Oi querida, também estou com esteatose hepática grau II...nas palastras disseram q a maioria dos obesos tem e q após a cirurgia normaliza...esse é um dos benefícios da gastroplastia.
Gostei da solução do contrangimento do raio x..hahaha
bjsss, fica com Deus.

Michele disse...

Olhe, não me canso de falar, que adoro o jeito q vc detalha as coisas é muito bom viu, se depois q operar continuar detalhando assim, vou virar tua fã...

BJS DA MI E BOA NOITE...

Alexandra disse...

Nossa esse ultrasom e o ecocardiograma dói pra carambaaaaa... e eu q estava c medo do endoscopia (tranquilo esse)

beijos flor e boa sorte na sua jornada

A Fim de Viver disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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