segunda-feira, 12 de novembro de 2018

12 dias de Efeito Platô - 5 anos e 7 meses

Ontem 11/11/2018

Quando vc fica triste com o que vê no espelho =(..
Ontem fez 20 dias que estou de dieta e 11 dias que a balança nem se mexe. Estou ficando desesperada e pior, desestimulada.  A tática escolhida para tentar fazer o metabolismo trabalhar foi mexer. Tirei o pó da calça de academia que não cabe mais e fiz 20min 'forte' de esteira e 15 min de bicicleta.

It's been 12 days I weigh and the scale does not move. I don't usually exercise but yesterday I put some gym clothes thant doesn't fit me anymore and I did 20min of treadmill and 15min of bicycle. What I tried to do is wake up my metabolism and change this but today I saw it did not worked.



Hoje 12/11/2018

Estou fazendo dieta ha 21 dias e faz 12 que a balança não se mexe (ou sobe um pouco). Não sei mais o que fazer para não desistir. Estou fazendo o máximo de dedicação e disciplina, mas minha resiliência não é infinita. Por favor me ajudem. Vontade de gritar.

I'm on a diet for 21 days and it's been 12 days that I'm weigh and the scale doesn't move or show more. I don't know what to do anymore to don't give up. My mind is blowing up and my heart is broken. Please help me.


Triste.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

1 semana da dieta de recuperação: pontos principais e resultado (5 anos 7meses e 10 dias)

Hoje faz uma semana que estou fazendo a minha dieta 'de recuperação'. Recuperação do meu bem estar, da saúde, das rédeas de não ficar totalmente escreva da compulsão alimentar. Para comemorar essa semana, rs, fiz um balanço de pontos positivos e negativos dela:

Negativos:
* fui ao ginecologista e não coube no avental descartável (q vergonha)
* ao agendar a endoscopia, fui informada que devido meu IMC estar muito alto, teria que ir em um horário específico em que o anestesista estaria lá.
  Foram dois episódios que me deixaram triste pois me lembraram claramente os tempos sofridos pré-cirurgia bariátrica em que passei por situações como essas e que descrevi AQUI no blog. O triste é que eu não esperava passar por isso de novo =(
* Quando estava sendo preparada para a endoscopia, uma outra mulher já tinha feito a dela e, pela conversa com a acompanhante, percebi que estava fazendo exame pré-bariátrica. Eu me senti mal pois eu estava ali, naquela situação novamente. Ao me olhar e ver o quanto estou gorda, estou mais pra candidata a bariátrica do que alguém que já passou por ela. 
* Estou desempregada. Estava em uma fase bem avançada de um processo seletivo que achei que fosse dar certo por vários motivos. Não deu. Obviamente fiquei frustrada e adivinha o que fiquei com vontade de fazer? Comer, beber, desistir de tudo e esquecer da vida... Mas não fiz.
* Estou tomando vinho. À noite, no jantar eu bebo vinho...é um momento gostoso, em que tenho esse prêmio, relaxo e fico mais segura de que não será difícil dormir. Sei que não é o ideal, está no meu radar. Mas manter o vinho que é menos prejudicial para a dieta tem sido bom. É mais um incentivo para eu seguir regradinha nas refeições

Positivos:
Situações (além das normais) em que resisti bravamente às tentações:
* dei um treinamento e resisti bravamente àquele maravilhoso coffee break com lanche de metro (que adoro) e outros quitutes.
* fui à casa de uma amiga que tinha comprado cervejas para mim. Resisti bravamente e não tomei
* churrasco sábado à tarde. Fui e não tomei cerveja, fiquei só na coca zero. Depois até me dei de presente uma saladona no shopping que eu adoro. Foi bom para eu não ficar deprimida por estar tendo um sábado não divertido. Essa é uma das táticas que me ajudou no processo de emagrecimento.

Sem dúvida o mais positivo de tudo foi eu ter conseguido me manter firma e focada essa semana. A tática de comer a cada 3 horas me ajuda porque eu me programo, invento coisas para fazer até dar a hora de comer, etc.. Além disso estou retomando as minhas estratégias para comigo mesma. Com já falei milhares de vezes nesse blog: as pessoas acham que bariátrica é milagre, mas foi com muita estratégia em cima de estratégia que consegui emagrecer tanto. É assim que vou seguir.

Resultado: -2,5kg
Hoje pesei 93,7kg, ou seja, nessa semana emagreci 2,5kg. Está ok. Não sei se vou continuar me pesando pois tenho medo de m frustrar... sempre acho que meu sacrifício foi maior ao pedo eliminado. No meu processo de emagrecimento, só fui começar a me pesar já no final praticamente. Eu sabia que teria que emagrecer a perder de vista. Então decidi simplesmente ir emagrecendo, emagrecendo sem me preocupar com o que apareceria na balança pois eu teria que continuar emagrecendo de qq forma. Acho que assim evitei de me frustrar algumas vezes. Até pq peso oscila demais.
Bom, balanço da primeira semana foi positivo.... Vou postas algumas fotinhos de refeições dessa semana...


Os cafés da manhã geralmente foram 1 ovo inteiro e uma clara com refri zero 


Almoços e jantares:














segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Pegando impulso no fundo para retomar minha recuperação e emagrecer novamente (5 anos, 7 meses e 2 dias)

Quem me acompanha, sabe que sempre tratei minha condição como uma doença que não tem cura, apenas controle. Estou aqui, de novo, tentando recuperar esse controle. Estou me preparando para retomar as rédeas. Devo ter recuperado uns quase 50kg do meu peso mais baixo pós-bariátrica. Nem preciso descrever como estou me sentindo, né? De qualquer forma, como já me ajudou uma vez, espero que esse espaço do blog me ajude a emagrecer novamente.

Hoje fui a um gastro (não meu cirurgião, pois o convênio atual não cobre) para pedir uns exames, enfim... tentar começar por alguma coisa, clinicamente. Tinham 3 médicos dentro do consultório, até me assustei e me senti um pouco retraída, confesso. Fui básica, mas contei da cirurgia e ele pediu uns exames (endoscopia e sangue). Enquanto ainda escrevia o pedido, meus olhos já começaram a encher de lágrima. Logo que saí, saí chorando. Não sei se dá para traduzir em palavras, mas era simplesmente tristeza. Muita tristeza. E tristeza por estar sentindo tristeza.

Quase não fui a essa consulta pois antes tinha comido tanto que estava até me sentindo mal. Mas ainda bem que eu fui. Mesmo assim saí de lá e fui ao Mc Donald's.  Estava lá me entupindo e lembrei que naquele mesmo Mc Donald's eu percebi (uma das vezes) o quanto minha situação estava insustentável ainda antes da bariátrica e isso me ajudou na decisão. Foi um dia em que comprei vários lanches e vi com clareza de que aquilo não teria mais fim, cada vez eu precisava comer mais. Como hoje; provavelmente uns 6 anos depois e mesmo tendo emagrecido uns 86kg. Espero e realmente torço que seja novamente um marco para eu voltar para a minha recuperação. 



Essa foto não é para passar vontade, é para deixar registrado que não vale a pena. Tenho muitos motivos para emagrecer (ainda vou fazer uma série aqui no blog sobre isso), sempre vai ser uma luta não apenas racional, mas também emocional para conseguir isso. Eu sempre vou sentir um prazer ao comer, sempre sentirei muita vontade. No entanto, com essa foto é uma tentativa de me lembrar que nunca vou parar naquela escorregada. Gradativa mas rapidamente, eu vou me afundando na minha compulsão até me ver diante de um monte de comida, triste por nem toda ela mais me satisfazer mais. E no meu caso, o maior mal que o excesso de comida me faz não é 'apenas' engordar exponencialmente. Eu entro em um perigoso padrão de negar a vida. Páro de querer ver e interagir com as pessoas até parar de querer fazer mesmo as pequenas coisas do cotidiano. Nego marcar uma consulta, nego resolver pequenos problemas, mesmo tomar pequenas providências. É como se através da procrastinação eu me escondesse atrás da comida para deixar de fazer as coisas. Mas esse é um tópico longo e complexo que ainda vou explorar melhor. Quero que esse marco aqui seja o último dia dessa fase ruim. Conto com apoio e empatia. Obrigada

instagram: @afimdeviver
email: afimdeviver@gmail.com

sábado, 4 de março de 2017

A mudança durou dois dias (3 anos e 11 meses)

Gente: 😞

Como coloquei em meu último post aqui, dia 01/03, pós carnaval comecei a tomar meu remédio e ia mudar de vida. Como também descrevi lá, começaram os enjôos e no segundo dia aumentou muito. Parecia que eu não ia conseguir acabar meu dia de trabalho. Fiz todas as artimanhas para tentar driblar o enjôo e persistir, mas nada funcionou e ficou insustentável.  Escrevi um email para meu médico, corri para casa e fiquei deitada na frente de dois ventiladores. Ele não respondeu e eu não tive outra escolha senão parar. Eu realmente não queria, mas não tinha como continuar. 

Então, como vocês bem sabem, já começam a aparecer as sombras da compulsão, da 'fome', da gula, do mau hábito, da fraqueza, da doença. Não chutei o balde completamente porque ainda tem um resquício do efeito do remédio. Mas já jantei meia caipirinha com batata frita; algo que não presta mas em uma quantidade bem menor que eu vinha comendo e especialmente bebendo. Em contrapartida, em alguns momentos consegui segurar a onde e comer menos. 

Consequentemente, a mente do obeso já arquiteta um plano maléfico: ah, essa semana virá uma amiga para o Brasil e temos que sair (e não vai ser para tomar suco com maçã) e a minha consulta com o médico será dia 14/03, então eu já posso emendar as coisas (comer feito louca).unf

Falei sobre isso na terapia ontem e eu preciso descobrir uma motivação interna realmente forte para conseguir abrir mão dessa satisfação imediata para ter a tão desejada recompensa a longo prazo.






quarta-feira, 1 de março de 2017

Retomada - Foco no parabrisa - (3 anos e 11 meses)

Hoje eu começo de novo. 

É dia 01/03/2017.

É quarta feira de cinzas, o Carnaval acabou ontem. Toda comilança e bebedeira.
Não que isso tenha se limitado ao Carnaval. Antes fosse, que sonho seria!
Acho que desde que saí de férias, do meio dela, as coisas degringolaram.

Eu estava vindo em uma sequência boa de tomar o remédio e me alimentar direitinho. Tinha emagrecido (10kg) e as coisas estavam indo. Mas eu saí de férias. E "não dá pra ser feliz sem comer e beber (muito - pq só existe essa medida), aí larguei tudo e caí no mundo.

O resultado já dá para imaginar: 14kg em 3 meses e meio.  

Ser feliz: não tomar os remédios do psiquiatra. Viver em constante mania, cheia de energia, falante, bebendo e comendo horrores, saindo, ousando, vivendo na corda bamba. Bota intensamente nisso. Tudo, tudo exagerado. Fiz de um tudo.

E quando eu tô assim, eu não como, por exemplo, coisas 'gostosas' sem me preocupar com as calorias simplesmente. Eu como de forma enlouquecida, até ficar exaurida, até ter que deitar. Chega um ponto em que vc não sabe mais se come pra ficar feliz ou pra ficar mal. É tão maluco todo dia que até viver "no limite do prazer", fazendo tudo o que ser na telha, vira rotina. E, pra ficar mais legal, 14kg a mais pra conta. 

Com essa loucura, começo a pensar em quando e como isso tem que ser interrompido e então começo a fazer planos de começar a 'viver'.

Comigo é 8 ou 80, ou estou nessa vibe diabo da Tasmânia (meu natural), ou estou de dieta. E isto, por sua vez, significa eu fazer "tudo certinho": 

tomar os remédios

dieta (comer só coisas saldáveis com baixas calorias)

não beber

Esse é o tripe que muda COMPLETAMENTE minha vida, meu humor, minha relação com as pessoas, absolutamente tudo. O duro é que o cenário completo na minha cabeça é: eu  chata, sem energia, impaciente, chata, sem fazer nada de legal, impaciente, pra baixo, chata, enjoada, chata, sem paciência com ninguém (x1000) , chata, o pessoal do trabalho gostando menos de mim. - As repetições foram propositais.

Quando eu estabeleço uma data para comerçar essa m****, eu 'guardo' qq atividade para ser realizada nesse período porque: quando estou doidona (eu só como , bebo e me divirto), quando começo a dieta aí é quando "vou fazer as coisas da listinha": arrumar a sapateira,ler uma reportagem, organizar a minha bolsa, atualizar os documentos, ativar o blog, enfim...viver como uma pessoa normal. Ou seja a vida "só anda" quando não tem a competição da comida. Eu não sei chegar em casa e fazer uma atividade simples do dia a dia, como arrumar a minha bolsa se eu estou na fase "Tasmânia" pois 100% do tempo que eu não estou no trabalho (e lá tb) é dedicado a comer e beber. E é sempre em quantidades tão grandes que eu dou pt (perda total) e não faço mais nada, só desmaio-acordo-como. Eu não deixo de comer para fazer nada

Óbvio que eu sei que ter essas associações opostas tão abruptas não está certo, mas é assim que eu funciono ou, no mínimo, é assim que estou funcionando nesse momento da minha vida.

E o dia que "escolhi", foi hoje e os motivos estão acima. Além do mais, engordei tanto que já passei da fase de ter que comprar roupas maiores e que disfarçam, estou naquela fase de sair de casa gorda mesmo pq não tem jeito. Nesse calor, me sentido pesaaaaada (talvez pq eu esteja mesmo! unf)

Bom, vou começar do jeito que dá... Se eu conseguir tomar os remédios, o resto anda. O difícil é esse enjôo, mal estar, nhaca que ele me dá. Por causa disso, o médico pegou mais leve no esquema de remédios atual (do que o que eu estava usando qdo consegui emagrecer) e disse que eu não usei tempo suficiente para isso passar. Os primeiros dias são os piores, é MUITO ruim. Por isso desisti várias vezes e resisto tanto. 

Tomara que eu consiga. Quero muito emagrecer e, sendo honesta, é isso que me motiva e mobiliza nesse momento. A expectativa, claro, é que eu equilibrada (com coisas boas andando, tomando remédio, me sentindo melhor com meu corpo), eu consiga, de fato, equilibrar as demais (entender que eu não preciso comer sempre até morrer, que eu posso fazer outras atividades realmente prazerosas além de comer e beber, enfim)...  Inevitavelmente eu lembro do meu 'ano exemplar' pós cirurgia.. melhor não pensar nisso agora. Penso demais. 

Vou tentar focar na 'dieta' daqui pra frente, pronto e acabou.  Não quero pensar que escrever de novo um processo de emagrecimento aqui seja um fracasso. Vou tentar essa ferramenta para me ajudar, independente da queda. O negócio é olhar no parabrisa e esquecer um pouco os retrovisores.




quinta-feira, 14 de julho de 2016

Vivendo com o inimigo. (3anos e quase 4 meses) 13.7.16

Cheguei em casa do trabalho.
 
A medicação prescrita pelo meu psiquiatra está fazendo efeito. Volto pra casa com uma certa sensação de quase compulsão acalmada.
 
Muita vontade de chorar. Compulsão é meu fardo é grande inimiga.
A vida inteira me fazendo sofrer.
 
Mas como viver sem ela?
Não sei viver sem ela.

sábado, 2 de julho de 2016

Recuperando o mais forte em mim (3 anos e 3 meses)

Se eu ficar esperando ter tempo/disposição para escrever... o tempo vai passar e eu não iria passar aqui. E uma das coisas que eu preciso é estar por aqui.
Essa semana fui novamente ao psiquiatra. Mais uma vez falamos sobre eu ter que parar de beber, para conseguirmos fazer alguma coisa sobre as outras coisas como a compulsão, ansiedade etc.

Todos os outros esquemas de medicamentos que ele tinha me dado, falharam. Na verdade, EU FIZ FALHAR todos os esquemas de medicamentos que ele já me passou.
Ele me passou agora um remédio que é "uma paulada". Independente disso, quero fazê -lo funcionar. Eu sei que a única maneira de conseguir isso é não desafiar o remédio. Se eu desafiar, eu vou ganhar. Minha compulsão vence tudo.

Meu plano é me convencer e acreditar que ele funciona. Sabe aquela paródia de um elefante amarrado em um pedacinho de graveto? Ele acredita que está preso e não tenta sair. Quero fazer isso comigo. Acreditar que esse remédio é imbatível e tratá-lo assim.


As outras vezes eu ia... esperava que ele me parasse. Não funciona comigo.

E sabe como eu sei que é essa estratégia que devo seguir? Como aprendi que funciono assim? Além de muita terapia, foi me observando. A única vez na minha vida que consegui ser disciplinada, deixar o controle sobre mim ser mais forte, a única vez q venci, foi o pós bariátrica. No ano seguinte em que consegui emagrecer 70kg.
Eu fiz isso criando minhas próprias regras mentais e fingindo (fazendo eu acreditar fortemente) nelas. Nessas regras como se fossem intransponíveis. Mas que no fundo eu sabia que não eram. Mas eu não me permitia nem tentar porque eu sei que seria apenas a pontinha do novelo.

Meu controle só existe se eu fizer de conta que ele existe.

A única vez que consegui (descobri) foi na bariátrica pois eu não permitia nenhuma, nenhuma possibilidade que não fosse atingir meu objetivo.
Agora, 26kg a mais que o peso mais baixo que cheguei, é hora de resgatar a chave desse baú. Buscar essa garra pela segunda vez. Como sempre disse, fui EU que me emagreci.
Hoje é o terceiro dia que consigo. É o terceiro dia que tomo o remédio, na minha cabeça, imbatível. Hj é o terceiro dia que não bebo e não tenho um grande acesso de compulsão alimentar.

Acontece que hj é sábado. Desafio difícil. Todos os meus fds anteriores, passei em casa, no sofá bebendo e comendo. O que mais amo.
Nesse momento estou na casa da minha mãe, escrevendo pelo celular e só pensando em ir pra casa tomar uma garrafa de vinho e uma massa.

Tô aqui escrevendo para tentar resistir.




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